Público elege O Segredo da Cabana como o melhor filme de terror deste Século.

Votação feita pelo site americano MFF lista 10 filmes do gênero que arrepiaram muito nos últimos 15 anos

O século XXI ainda é uma adolescente barulhenta, mas já gerou obras essenciais do cinema de terror, como prova essa lista de 10 melhores filmes do gênero divulgada pelo site Movies, Films and Flix. Além de recolher votos do público, o site reuniu os filmes mais bem resenhados pela crítica em sites que agregam a opinião dos especialistas, como Rotten Tomatoes e Metacritic.

O top 10 é bem eclético, com produções de continentes diversos (mesmo que só dois não sejam em inglês) e algumas que combinam terror com gêneros menos sangrentos.

1 – O Segredo da Cabana (Drew Goddard, EUA, 2011)

No topo da lista, uma escolha perfeita para resumir uma geração que abraçou com gosto experimentos narrativos incomuns. O fato de O Segredo ser um filme que funciona também como o melhor resumo de tudo o que o gênero já mostrou e explorou justifica mais ainda sua liderança.

2 – O Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, Espanha/México/EUA, 2006)

Um dos dois que não é falado em inglês é também um dos dois da lista que deu um coice nas portas do Oscar e chegou com tudo na premiação – aversa a filmes de gênero. Ajuda que o terror claustrofóbico e colorido do filme exista para disfarçar um enredo político mais inteligente e incisivo que qualquer novelinha House of Cards.

3 – Extermínio (Danny Boyle, Reino Unido, 2002)

Danny Boyle já havia feito filmes de suspense (Cova Rosa), drama (Trainspotting), comédia (Por Uma Vida Menos Ordinária) e aventura maconheira (A Praia). Eventualmente, iria tentar a mão no terror. Topou com um Cillian Murphy ainda desconhecido do grande público e com um roteiro que apresentava uma versão inédita de zumbis: os que correm mais que maratonistas em fast forward. Extermínio inventou a versão dos mortos vivos mais popular de hoje, copiada por Zack Snyder na sua refilmagem de Madrugada dos Mortos Vivos e na série The Walking Dead.

4 – Abismo do Medo (Neil Marshall, Reino Unido, 2005)

Outro filme inglês, outro que inventou todo um novo sub-gênero: o das donzelas não tão em perigo. O filme tem um elenco 100% feminino e, ao contrário das regras do terror, elas não ficam fugindo estabanadas com as mãos pra cima quando o perigo aparece. O diretor e roteirista Neil Marshall transferiu a coragem da Ellen Ripley de Alien (uma das personagens femininas mais duronas do cinema) para seu grupo de seis personagens, transformando o embate com as criaturas do abismo em uma briga sangrenta, violenta e num dos filmes mais gores da história do terror.

5 – Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson, Suécia, 2008)

Num século onde a quantidade de filmes com vampiros é mais alta que filmes com outras criaturas sobrenaturais (se brincar, até somadas), a presença deDeixa Ela Entrar no top 10 é um milagre, e dos melhores. Não só é a representação recente mais original desses seres, como o filme ainda é falado em sueco e tem um ritmo de cinema de arte, o que só aumenta o impacto de seus sustos. O filme seguinte de Tomas Alfredson, o genial O Espião que Sabia Demais, provou de vez que o cara é um dos mais originais dessa geração.

6 – Corrente do Mal (David Robert Mitchell, EUA, 2014)

O mais novinho da lista vai estrear no Brasil nesta quinta-feira, depois de ser adiado ao menos três vezes. Amanhã, publico uma resenha sobre. Mas fica o aviso: vale muito a pena ser visto no cinema (imagens impactantes feitas para aproveitar ao máximo cada espaço da telona) e merecia estar em posições melhores. Além de ser um terror tremendamente eficiente, é o romance mais original do cinema americano desde Embriagado de Amor.

7 – The Babadook (Jennifer Kent, Austrália, 2014)

O filme nem passou pelos cinemas do Brasil, foi direto para o Netflix. O único da lista escrito e dirigido por uma mulher, o filme australiano é uma reciclagem da história de outro terror clássico do século passado. The Babadook pegou emprestado de O Sexto Sentido a mesma dinâmica: os problemas que uma mãe solteira enfrenta ao criar um filho sozinha. O terror, nos dois filmes, é uma metáfora poderosa sobre essa relação com alto potencial de desgaste para as duas partes. Mas, como mostram as protagonistas, fichinha para uma mãe de verdade.

8 – Todo Mundo Quase Morto (Edgar Wright, Reino Unido, 2004)

Zumbis são os únicos seres do além que aparecem em dois filmes nessa lista. Ok, moçada, a gente entendeu que vocês gostam mesmo de mortos-vivos. Mas a outra abordagem original do gênero levou os cinzentos para a comédia escrachada: Edgar Wright não economiza na violência, mas seus jorros de sangue só fazem você pular da cadeira se seu riso for descontrolado.

9 – Cidade dos Sonhos (David Lynch, EUA, 2001)

O cara que ajudou a inventar o terror moderno com Twin Peaks, lá no começo dos anos 1990, aparece com o outro terror desta lista que passou pelo tapete vermelho do Oscar. Lynch foi indicado por Cidade dos Sonhos a melhor diretor em 2002. Perdeu para o qualquer coisa Ron Howard e seu qualquer coisa Uma Mente Brilhante. Uma derrota que exemplifica bem como é tapada essa aversão da premiação por filmes de gênero: quase duas décadas depois, a história tão experimental quanto assustadora (e o filme tem uma narrativa radical) de Lynch ainda é discutida com o mesmo favor que reservam para a trinca religião-política-futebol, enquanto Uma Mente Brilhante não deve ser lembrado nem pelo próprio Howard.

10 – Arraste-me Para o Inferno (Sam Raimi, EUA, 2009)


Como Todo Mundo Quase Morto, esse é outro terror BRINKS da lista. Mas Raimi inventou o terror BRINKS com seu filme de estreia, o deliciosamente tosco A Morte do Demônio (1981), logo o cara tem mais moral para mexer com o sub-gênero. E ele aproveita bem, porque ainda explora comédia romântica e de escritório entre os temas satanistas de sempre.

Via: Vip Abril
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Sobre Italo Germando

Blogueiro e Dedicado a trabalhar como um profissional do Design Gráfico e da Comunicação, minha proposta é trabalhar as possibilidades estéticas do Design, sempre permeando novos caminhos e perspectivas em relação a projetos de arte, comunicação e cultura.